A Princesa Elara estava sozinha no camarim silencioso, enquanto os sons distantes das trombetas do festival ecoavam pelas paredes de pedra do castelo. Sobre uma pequena mesa redonda havia uma almofada de veludo, e em cima dela repousava a Coroa de Oakhaven. Sob a suave luz da manhã, o ouro parecia brilhar com vida própria.
Elara se aproximou para examinar a antiga relíquia de família. De perto, o trabalho artesanal era ainda mais incrível do que ela se lembrava. Ramos pequenos e delicados feitos de ouro fiado contornavam a base, subindo em direção a pontas em formato de folhas de carvalho. Safiras de um azul profundo estavam encaixadas no centro de cada folha, brilhando como faíscas congeladas de fogo. Ela estendeu o dedo, tocando a borda fria e lisa da maior joia. Seu pai havia lhe dito que cada pedra representava um vale diferente em seu reino.
Ao erguer a coroa, ela sentiu seu peso surpreendente. Era mais pesada do que parecia, uma lembrança de que ser princesa era muito mais do que apenas comparecer a banquetes e vestir belos vestidos de seda. Usar aquela coroa significava carregar as esperanças e as preocupações de cada habitante de Oakhaven. Era uma grande responsabilidade, mas Elara sentiu uma onda de coragem. Ela se lembrou dos rostos dos agricultores na feira e das crianças brincando perto do rio. Eles eram a razão pela qual ela se esforçava tanto para estudar história e leis.
Com um suspiro profundo, Elara colocou a coroa sobre a cabeça. Ela olhou para o próprio reflexo no espelho alto de prata. As folhas douradas emolduravam seu rosto, e as safiras combinavam com a cor de seus olhos decididos. Ela ajustou a coroa, sentindo o metal frio assentar sobre a testa. A princesa aproveitou um último momento de silêncio para acalmar o coração antes de caminhar em direção às pesadas portas de carvalho. Hoje era o dia em que ela prometeria proteger seu lar, e estava finalmente pronta para liderar.
