Leo estava na praia ensolarada de Sandy Cove, com os dedos dos pés afundando na areia morna e úmida. Em suas mãos, ele segurava sua prancha de surfe azul-brilhante, que parecia surpreendentemente pesada. O oceano se estendia à sua frente em uma imensidão cintilante de tons de turquesa e azul-escuro. Durante semanas, Leo treinou subir na prancha no chão da sala de casa, mas olhar para as ondas de verdade fazia seu estômago dar cambalhotas.
"Pronto, Leo?", perguntou sua irmã mais velha, Maya, enquanto ajustava o leashe da prancha. Ela era uma surfista experiente e havia prometido ajudá-lo a pegar sua primeira onda de verdade naquele dia. Leo assentiu com a cabeça, embora seu coração batesse como um tambor. Ele entrou na água fresca, sentindo o respingo refrescante nos joelhos. O ar marítimo tinha um cheiro forte e puro, e o som ritmado das ondas quebrando enchia seus ouvidos.
Assim que passaram da arrebentação, o mar pareceu mais calmo. Eles se sentaram nas pranchas, balançando suavemente no embalo das ondas. Maya apontou para o horizonte. "Está vendo aquela ali? Essa é a sua onda. Ela tem um bom impulso, mas não é empinada demais. Fique em posição!" Leo se deitou de barriga para baixo e começou a remar com toda a sua força. Ele sentiu a água levantar a traseira da prancha, com uma onda repentina de energia empurrando-o para a frente.
"Fique de pé agora!", gritou Maya por cima do barulho da água.
Leo nem pensou; ele simplesmente reagiu. Ele empurrou o peito para cima, puxou os pés para baixo do corpo num salto e encontrou seu equilíbrio. Por alguns segundos gloriosos, ele parecia estar voando sobre a superfície da água. O vento batia contra o seu rosto, e o mundo parecia se transformar em um borrão azul e espuma branca. Ele não ficou de pé para sempre — em certo momento, a onda perdeu a força e ele caiu na água levantando água para todo lado —, mas, quando voltou à tona, trazia o maior sorriso de sua vida. Ele mal podia esperar para remar de volta e fazer tudo de novo.



