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A Construção Histórica do Dia de Ação de Graças

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Ilustração de A Construção Histórica do Dia de Ação de Graças

Muitos norte-americanos consideram o Dia de Ação de Graças uma tradição transmitida sem alterações desde o século XVII, mas o estabelecimento da celebração como um feriado nacional permanente e padronizado foi um processo gradual que levou mais de 150 anos. Longe de surgir de um único momento histórico, a data moderna resultou de uma sequência de proclamações presidenciais, ativismo cívico popular, disputas políticas em tempos de guerra e legislação econômica.

Nos primeiros anos dos Estados Unidos, as celebrações de ação de graças eram irregulares e descentralizadas. Em outubro de 1789, o presidente George Washington emitiu a primeira proclamação presidencial a pedido do Congresso. Washington designou a quinta-feira, 26 de novembro de 1789, como um dia para os cidadãos expressarem gratidão pela conclusão bem-sucedida da Guerra da Independência e pela ratificação da Constituição dos Estados Unidos. No entanto, esse foi um gesto pontual, e não uma obrigação anual. Os presidentes seguintes trataram a ideia de maneiras distintas; John Adams emitiu proclamações durante seu mandato, enquanto Thomas Jefferson se recusou categoricamente a fazê-lo, alegando que declarar dias religiosos de oração e ação de graças extrapolava a autoridade constitucional do governo federal.

Ao longo do início do século XIX, a celebração permaneceu em grande parte como um costume regional. Os governadores de cada estado detinham o poder exclusivo de declarar dias de ação de graças, o que causava variações significativas de datas e costumes. Os estados do Norte, especialmente na região da Nova Inglaterra, celebravam todos os anos, mas em dias variados ao longo do outono. Em contrapartida, muitos estados do Sul ignoravam a comemoração, enxergando-a como uma imposição cultural nortista. Sem uma padronização federal, a data continuou fragmentada pelas fronteiras estaduais.

Uma grande transformação começou graças aos esforços persistentes de Sarah Josepha Hale, uma escritora influente e editora da famosa revista Godey's Lady's Book. A partir de 1846, Hale iniciou uma campanha contínua de três décadas em defesa de um Dia de Ação de Graças unificado em todo o país. Ela acreditava que uma celebração compartilhada por toda a nação fortaleceria a harmonia nacional durante um período de tensões regionais crescentes. Hale publicou inúmeros editoriais, divulgou receitas tradicionais e enviou cartas diretamente a cinco presidentes consecutivos: Zachary Taylor, Millard Fillmore, Franklin Pierce, James Buchanan e Abraham Lincoln.

O apelo de Hale finalmente ganhou força durante a Guerra Civil Americana. Em setembro de 1863, ela escreveu ao presidente Lincoln, pedindo que proclamasse um feriado nacional para unir o país fraturado. Reconhecendo o peso simbólico do pedido, Lincoln emitiu uma proclamação em 3 de outubro de 1863, definindo a última quinta-feira de novembro como o Dia de Ação de Graças nacional. Lincoln convocou a população a reconhecer as bênçãos recebidas, sem esquecer aqueles que sofriam com as devastações do conflito bélico. Após essa decisão, os presidentes seguintes mantiveram o hábito de emitir proclamações anuais marcando a celebração para a última quinta-feira de novembro.

Apesar do costume consolidado, o Dia de Ação de Graças ainda não estava formalizado em lei federal, o que gerou uma grande polêmica em 1939. Naquele ano, o mês de novembro teve cinco quintas-feiras, fazendo com que a última caísse no dia 30. Preocupados com o fato de que um feriado tão tardio encurtaria o período de compras de Natal durante a frágil recuperação da Grande Depressão, líderes do comércio varejista pressionaram o presidente Franklin D. Roosevelt a antecipar a data em uma semana. Roosevelt concordou e proclamou o dia 23 de novembro como o Dia de Ação de Graças. A decisão causou confusão generalizada e intensos debates públicos; os críticos até apelidaram a nova data pejorativamente de 'Franksgiving'. Cerca de metade dos estados adotou a data proposta por Roosevelt, enquanto os demais continuaram seguindo a tradicional última quinta-feira, provocando conflitos de calendário em escolas, empresas e famílias.

Para solucionar o impasse de forma definitiva, o Congresso dos Estados Unidos interveio. No outono de 1941, os parlamentares elaboraram uma lei de consenso para fixar a data. Em 26 de dezembro de 1941, o presidente Roosevelt sancionou uma resolução conjunta que estabeleceu oficialmente o Dia de Ação de Graças como um feriado federal celebrado anualmente na quarta quinta-feira de novembro. Essa legislação assegurou que, independentemente de novembro ter quatro ou cinco quintas-feiras, o feriado tivesse uma data previsível, concluindo a longa transição de um costume local disperso para uma celebração nacionalmente unificada.

Glossário
descentralizadas:
Que não dependem de uma autoridade central única; dispersas em múltiplos centros de decisão.
ratificação:
Ato de confirmar, validar ou aprovar formalmente uma lei, tratado ou documento oficial.
extrapolava:
Ultrapassava os limites fixados; ia além das regras ou poderes estabelecidos.
fragmentada:
Dividida em partes isoladas; desprovida de unidade ou harmonia.
pejorativamente:
De modo depreciativo ou desrespeitoso, com a intenção de desqualificar ou zombar de algo.
consenso:
Acordo geral ou concordância estabelecida entre diferentes partes com opiniões diversas.
sancionou:
Aprovou oficialmente um projeto de lei elaborado pelo Poder Legislativo, tornando-o obrigatório.
previsível:
Que pode ser previsto ou antecipado com certeza de acordo com regras pré-determinadas.
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Sobre este texto de relatório para o 7º ano

“A Construção Histórica do Dia de Ação de Graças” é um texto de relatório sobre História do Feriado, escrito para o 7º ano. A leitura leva cerca de 5 minutos (721 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.

Este texto é gratuito?

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Para qual ano escolar é “A Construção Histórica do Dia de Ação de Graças”?

O texto foi escrito para o 7º ano: um texto de relatório sobre História do Feriado, com leitura de aproximadamente 5 minutos (721 palavras).

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