O Dia em Que Perdi Minha Vez no Espaço


Tudo começou com um sobrevoo pela Lua — um passeio escolar incrível! Nossa turma, os Cadetes Espaciais, finalmente ia ver a Lua de pertinho. Arrumei meu traje espacial (cheio de brilho, é claro), minhas botas lunares (que pulavam bastante) e, o mais importante de tudo, um pacote gigante de Crocantes Cósmicos.
Nós viajamos velozmente pelo espaço na Saltadora Estelar, uma nave que se parecia muito com um ônibus escolar com foguetes acoplados. Todos estavam vibrando de empolgação, apontando para planetas e estrelas. Mas eu? Meus olhos estavam fixos no verdadeiro prêmio: aqueles deliciosos Crocantes Cósmicos. Eles tinham sabor de morango e pareciam pequenas explosões de poeira estelar na boca.
"Atenção, Cadetes Espaciais!", ecoou a voz da Capitã Brenda pelo interfone. "Preparem-se para o sobrevoo lunar! Cada cadete terá um minuto na janela de observação para contemplar a superfície da Lua."
Um minuto? Aquilo mal dava tempo de comer metade de um pacote de Crocantes Cósmicos! Mesmo assim, eu sabia que era uma oportunidade única na vida. Peguei minha câmera e esperei impaciente na fila.
Finalmente, chegou a minha vez. Dei pulinhos até a janela, com a câmera na mão, pronto para tirar uma foto da majestosa Lua. Mas então, o desastre aconteceu! Abri o pacote de Crocantes Cósmicos e o aroma doce de morango se espalhou pelo ar. Coloquei um na boca. Pelas estrelas! Foi o melhor Crocante Cósmico de todos os tempos.
Comi outro. E mais outro. Sem perceber, fiquei perdido em um transe de pura delícia de morango. Quando finalmente caí na real, a Capitã Brenda estava dando tapinhas no meu ombro.
"Próximo!", disse ela, um pouco impaciente. "Depressa, Cadete!"
"Espere!", gritei. "Eu não vi a Lua!"
"Sinto muito, Cadete", respondeu a Capitã Brenda com um dar de ombros. "Seu minuto acabou."
Desanimado, voltei me arrastando para o meu assento, e meu pacote de Crocantes Cósmicos de repente parecia ter gosto de papelão. Todos os outros conversavam sobre crateras e rochas lunares. Eu tinha perdido tudo. Tudo por causa de um lanchinho.
Foi aí que uma ideia brilhante surgiu na minha cabeça. Peguei meu telefone espacial (sim, eles existem) e tirei uma selfie. Fiz uma careta engraçada, mostrando o polegar para cima. Enviei a foto para a minha mãe com a legenda: "Me divertindo muito no espaço! Queria que você estivesse aqui!" Depois, voltei a saborear meus Crocantes Cósmicos.
Mais tarde naquele dia, mamãe respondeu por mensagem: "Ótima selfie, querido! Mas aquilo é a Lua que estou vendo pela janela? Parece meio longe!" Eu dei uma risada. Talvez perder a minha vez não tivesse sido tão ruim afinal. Pelo menos eu tinha uma história divertida para contar e uma prova de que tinha ido ao espaço... mais ou menos.
- sobrevoo:
- Voo realizado por cima de um local, permitindo observar sua superfície do alto.
- acoplados:
- Objetos ou peças que estão ligados, unidos ou encaixados firmemente entre si.
- interfone:
- Aparelho de comunicação sonora usado para transmitir avisos ou falar entre diferentes áreas.
- contemplar:
- Olhar com atenção, admiração e calma para algo grandioso ou belo.
- majestosa:
- Que tem imponência, beleza admirável ou aspecto nobre e impressionante.
- crateras:
- Grandes cavidades ou buracos na superfície de um corpo celeste, muitas vezes causados pelo impacto de meteoros.
- desanimado:
- Sentindo tristeza, desânimo ou falta de entusiasmo após algo dar errado.
Você também pode gostar
Sobre este texto de ficção para o 3º ao 5º ano
“O Dia em Que Perdi Minha Vez no Espaço” é um texto de ficção sobre Aventura Espacial, escrito para o 3º ao 5º ano. A leitura leva cerca de 3 minutos (451 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.


