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Segredos de um Executivo: Como Definir e Alcançar Suas Metas

PicoBuddy6º ao 8º anoEntrevista8 min de leitura
Ilustração de Segredos de um Executivo: Como Definir e Alcançar Suas Metas

Entrevistador: Conversamos hoje com Marcus Thorne, um renomado orientador de executivos que passou os últimos vinte anos ajudando presidentes de empresas e gestores de alto escalão a organizar suas rotinas e liderar seus negócios rumo ao sucesso. Marcus, alunos dos anos finais do Ensino Fundamental podem pensar que o universo corporativo não tem nada a ver com o dia a dia da escola, cheio de mochilas, armários e intervalos barulhentos. Isso é verdade?

Marcus Thorne: De jeito nenhum. Na verdade, os desafios enfrentados pelo presidente de uma grande empresa são surpreendentemente parecidos com os de um estudante dessa faixa etária. Ambos lidam com um volume imenso de informações, prazos apertados e cobranças por resultados. O tamanho da responsabilidade é diferente, mas o cérebro opera do mesmo modo. Seja ao lançar um produto tecnológico inovador ou ao tentar recuperar a nota em História, a mecânica da conquista é exatamente idêntica. Costumo dizer aos meus clientes que, se eles não dominarem o básico da definição de metas, jamais dominarão o mercado. O mesmo vale para quem está na escola.

Entrevistador: Você frequentemente aborda o método "SMART" com seus clientes corporativos. Como explicaria esse conceito para um público jovem?

Marcus Thorne: Com certeza. SMART é uma sigla em inglês para cinco critérios fundamentais: Specific (Específica), Measurable (Mensurável), Achievable (Atingível), Relevant (Relevante) e Time-bound (Com prazo definido). Líderes adoram esse modelo porque ele elimina suposições vagas. Pense no caso de um aluno que afirma: "Quero jogar futebol melhor". Isso é apenas um desejo abstrato, não uma meta. Para transformá-lo em uma meta SMART, ele diria: "Quero aprimorar meu drible (Específica) praticando exercícios por trinta minutos (Mensurável), três vezes por semana (Atingível). Isso vai me ajudar a ser titular no time (Relevante), e vou monitorar meu progresso ao longo do próximo mês (Com prazo definido)". Quando você formula o objetivo com tanta clareza, seu cérebro começa ativamente a identificar caminhos práticos para realizá-lo.

Entrevistador: Faz muito sentido. No entanto, o que fazer quando a motivação inicial se esgota? Até os adultos mais experientes têm dificuldade em manter o entusiasmo após a primeira semana.

Marcus Thorne: Motivação é uma emoção transitória, e emoções são inconstantes. No ambiente corporativo, dependemos de sistemas estruturados, não de sentimentos passageiros. Eu recomendo aos meus clientes a técnica do "empilhamento de hábitos". Trata-se de uma estratégia em que você conecta um hábito novo que deseja cultivar a uma ação rotineira que você já realiza diariamente sem esforço. Para um estudante, isso pode significar: "Assim que eu me sentar no ônibus escolar, vou abrir minha agenda e conferir as tarefas da tarde". Não é preciso esperar por uma faísca de empolgação para fazer isso; você só precisa do gatilho físico de se sentar no ônibus. Com o tempo, a ação se torna automática, igual a escovar os dentes após acordar.

Entrevistador: Um dos momentos mais difíceis da vida escolar é encarar tropeços e notas baixas. O que você orienta quando um atleta profissional ou um empresário falha, e de que forma isso ajuda quem tirou uma nota ruim em uma prova?

Marcus Thorne: Em meus atendimentos, evitamos a palavra "fracasso". Em vez disso, nós a substituímos por "dados". Se um gestor investe em uma campanha que não atrai clientes, ele não desiste de tudo dizendo: "Acho que sou péssimo nos negócios". Ele examina friamente os dados. Ele investiga: "Qual ponto falhou? O momento de divulgação foi inadequado? A mensagem causou confusão?". Um estudante deveria agir de maneira idêntica. Tirar uma nota baixa em Matemática não significa que você seja "ruim em contas". Mostra apenas que o método atual que você utilizou para assimilar aquele conteúdo não funcionou. Talvez você tenha estudado em um ambiente barulhento ou não tenha tirado dúvidas sobre frações a tempo. Veja a nota baixa como dados objetivos para calibrar seu método na próxima tentativa.

Entrevistador: Você também costuma destacar a importância de entender o "Porquê". Qual é a relevância real desse fator?

Marcus Thorne: Essa é, sem dúvida, a engrenagem central. No mundo dos negócios, isso corresponde à missão institucional de uma empresa. Se uma corporação não compreende sua própria razão de existir, ela cedo ou tarde se perde. Para um jovem estudante, o "porquê" funciona como combustível interno. Se você coloca como meta tirar nota dez apenas porque seus responsáveis estão exigindo, provavelmente vai desistir quando a matéria ficar puxada. Por outro lado, se a sua motivação profunda for sentir orgulho da sua própria dedicação ou ingressar em um curso concorrido no futuro, tudo muda de figura. Quando a rotina de estudo parecer cansativa e monótona — e garanto que em muitos dias parecerá —, é o seu "porquê" que vai garantir a disciplina necessária para você continuar sentado estudando.

Entrevistador: E o conceito de "pivotar", tão popular no ecossistema das empresas de tecnologia? Ele também se aplica ao aprendizado escolar?

Marcus Thorne: Saber pivotar com agilidade é indispensável. Fazer um pivô significa mudar a estratégia sem alterar a visão principal. Suponha que seu sonho seja ser um grande instrumentista musical. Você começa a estudar violino, mas, após seis meses, descobre que detesta o instrumento. Muitos estudantes acreditam que precisam desistir da música por completo nessa situação. No entanto, pivotar significaria dizer: "Minha visão de me tornar músico continua viva, mas o violino não é o caminho ideal para mim. Vou experimentar tocar bateria". Você não fracassou; você apenas refinou sua rota. Saber a hora certa de redirecionar a abordagem demonstra alto nível de maturidade e discernimento.

Entrevistador: Executivos contam com orientadores como você para assegurar que não saiam dos trilhos. Quem um estudante pode procurar para obter esse tipo de apoio e acompanhamento?

Marcus Thorne: O compromisso compartilhado é o ingrediente secreto. É difícil agir como o próprio chefe o tempo todo porque tendemos a ser complacentes demais com nossas próprias desculpas! Um aluno pode encontrar um parceiro de responsabilidade em um colega de turma, em um professor ou em um treinador. Não precisa ser alguém dando ordens; basta ser uma pessoa com quem você compartilha o andamento das suas metas. Diga a um amigo: "Vou concluir minha maquete de Ciências até quinta-feira. Pode me perguntar sobre ela no almoço de sexta?". A simples consciência de que alguém vai verificar seu avanço aumenta substancialmente as chances de você concluir o trabalho no prazo.

Entrevistador: Para encerrar, se você pudesse deixar uma única orientação executiva para quem está nos anos finais do Ensino Fundamental, qual seria?

Marcus Thorne: Gerencie a sua energia pessoal, e não apenas o seu tempo no relógio. Grandes líderes têm rotinas cheias, mas os mais brilhantes identificam com precisão os horários em que produzem no rendimento máximo. Se você percebe que sua mente fica esgotada às oito horas da noite, jamais deixe a tarefa mais densa para esse horário. Encare os exercícios mais difíceis logo depois das aulas, enquanto ainda dispõe de fôlego mental. Encare sua capacidade cognitiva como um motor de alta performance. Ela exige combustível adequado, períodos de repouso e uso nos momentos certos para entregar resultados excepcionais.

Glossário
sigla:
Conjunto de letras iniciais que representam um nome, conceito ou expressão longa de forma abreviada.
gatilho:
Estímulo, evento ou ação que dispara automaticamente uma resposta ou um comportamento habitual.
dados:
Informações e fatos concretos coletados para análise, sem julgamento emocional prévio.
calibrar:
Ajustar com precisão um instrumento, método ou comportamento para obter melhor funcionamento.
discernimento:
Capacidade de compreender com clareza situações e tomar decisões sensatas e ponderadas.
complacentes:
Pessoas excessivamente tolerantes ou indulgentes com seus próprios erros ou com os de outros.
performance:
Nível de rendimento, produtividade ou eficiência demonstrado na realização de uma atividade.
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Sobre este texto de entrevista para o 6º ao 8º ano

“Segredos de um Executivo: Como Definir e Alcançar Suas Metas” é um texto de entrevista sobre Definição de Metas, escrito para o 6º ao 8º ano. A leitura leva cerca de 8 minutos (1.167 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.

Este texto é gratuito?

Sim. Você pode ler “Segredos de um Executivo: Como Definir e Alcançar Suas Metas” gratuitamente online e baixar uma atividade em PDF com perguntas de compreensão e gabarito.

Para qual ano escolar é “Segredos de um Executivo: Como Definir e Alcançar Suas Metas”?

O texto foi escrito para o 6º ao 8º ano: um texto de entrevista sobre Definição de Metas, com leitura de aproximadamente 8 minutos (1.167 palavras).

O que acompanha este texto?

Um texto ilustrado, um glossário de termos importantes, perguntas de compreensão com gabarito e um quiz interativo.

Posso adaptar o texto para meus alunos?

Sim. Com uma conta gratuita, você pode usar o Remix para adaptar o texto a outro ano escolar ou traduzi-lo para outro idioma.