Uma Selfie no Passado: O Dia em que Caminhei com Mamutes


Tudo começou como em qualquer outro dia. Meu avô, um cientista aposentado, estava mexendo em sua invenção mais recente no porão. Ele a chamava de "Crono-Móvel 1.0" — uma máquina do tempo construída com peças sobressalentes e muita imaginação. Eu costumava ignorar as engenhocas dele, mas naquele dia a curiosidade falou mais alto.
— Vovô, o que ela faz? — perguntei, apontando para as luzes piscando e as engrenagens que giravam sem parar.
Ele deu um sorriso largo.
— Ela envia você de volta ao passado, Lily! Imagine só ver dinossauros ou civilizações antigas!
Eu ri, mas o vovô sempre levava suas criações a sério. Antes que eu pudesse fazer mais perguntas, tropecei e esbarrei com tudo na máquina. Houve um clarão intenso, um estrondo ensurdecedor e, logo depois... um silêncio absoluto.
Quando abri os olhos, flocos brancos caíam do céu. Havia muita neve acumulada. Eu estava de pé em um campo gelado e imenso, tremendo de frio! Felizmente, meu celular ainda estava no bolso. Ao retirá-lo, meus olhos se arregalaram em total descrença. Uma criatura gigantesca e peluda, com presas longas e curvadas, vinha caminhando pesadamente em minha direção. Era um mamute!
Ele era enorme, facilmente o dobro do tamanho de um carro comum. Senti um medo enorme, mas também fiquei fascinada. Rapidamente tirei uma foto e depois outra, tentando controlar as mãos para não tremerem. Surpreendentemente, o mamute não pareceu incomodado com a minha presença. Ele apenas continuou mastigando pequenos tufos de capim congelado.
Aproveitei o momento e tirei uma selfie, fazendo o sinal da paz com os dedos enquanto tentava impedir que meus dentes batessem de tanto frio.
— Uma selfie com um mamute! — sussurrei para o aparelho, salvando a imagem na nuvem. Meus amigos da escola nunca acreditariam nisso!
Em seguida, surgiram outros animais, formando uma manada inteira. Eram criaturas magníficas, fortes e verdadeiras donas daquela paisagem gélida. Observei os mamutes durante o que pareceu uma eternidade, sentindo-me como uma intrusa em seu território ancestral. Cheguei a ver, bem de longe, alguns humanos primitivos vestidos com peles de animais, também vigiando a manada com cautela.
De repente, surgiu outro clarão iluminando tudo! Num piscar de olhos, voltei ao porão empoeirado, enquanto o Crono-Móvel soltava fumaça até parar por completo. O vovô me olhava com os olhos arregalados de alívio.
— Lily! Você voltou! Você está bem? — exclamou ele, me abraçando.
Assenti com a cabeça, ainda atordoada.
— Vovô, eu vi mamutes de verdade! E até tirei uma selfie com um deles!
Ele ficou cético no primeiro instante, mas tudo mudou quando mostrei a tela do celular. Seus olhos brilharam de empolgação.
— Incrível! Funcionou de verdade! Você viajou no tempo!
Naquele dia inesquecível, aprendi duas coisas fundamentais: as invenções do vovô realmente funcionavam, e tirar uma selfie com um mamute pré-histórico é a experiência mais legal de todas.
- engenhocas:
- Aparelhos ou invenções curiosas, muitas vezes improvisadas ou feitas de maneira artesanal.
- ensurdecedor:
- Tão barulhento ou estrondoso que causa incômodo aos ouvidos.
- descrença:
- Sentimento de dúvida ou incapacidade de aceitar algo como verdadeiro; espanto diante do inacreditável.
- manada:
- Grupo numeroso de animais de grande porte, como mamutes ou elefantes, que vivem e se deslocam juntos.
- intrusa:
- Pessoa que entra em um lugar sem ser convidada ou onde não pertence.
- cético:
- Aquele que hesita em acreditar; desconfiado ou inclinado a duvidar de afirmações extraordinárias.
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Sobre este texto de ficção para o 3º ao 5º ano
“Uma Selfie no Passado: O Dia em que Caminhei com Mamutes” é um texto de ficção sobre Viagem no Tempo, escrito para o 3º ao 5º ano. A leitura leva cerca de 3 minutos (474 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.


