Zog estava sentado no assento do piloto da Stardust Scout, batucando no ritmo com seus três dedos compridos no painel de controle brilhante. Os botões emitiam um zumbido suave com uma luz arroxeada que combinava com o tom da sua pele. Este era o seu primeiro voo solo através da Nebulosa dos Sussurros, e ele estava decidido a deixar seus pais orgulhosos. Ele verificou o nível de combustível do motor de estrela líquida e ajeitou o banco, sentindo a suave vibração da nave sob seus pés.
Do lado de fora da grande escotilha curva, as estrelas pareciam açúcar derramado sobre um tecido de veludo preto. Zog ajustou o seletor de navegação, tomando cuidado para ficar longe dos cinturões de asteroides que flutuavam como gigantes adormecidos na escuridão. De repente, um pequeno planeta azul e brilhante apareceu em seu radar de longo alcance. Era a Terra, um lugar que seus professores costumavam mencionar nas aulas de História Galáctica. Uma onda de empolgação e curiosidade tomou conta dele. Zog empurrou a alavanca de comando, aproximando a nave das nuvens brancas em espiral e dos oceanos azuis e profundos.
Ele se perguntava como seria caminhar em um planeta com tanta água. Em seu mundo natal, tudo era seco, empoeirado e vermelho. Ele observou as luzes das cidades começarem a piscar no lado escuro do globo conforme o sol se punha. Pareciam minúsculas estrelas presas no chão refletindo o céu acima. Zog foi pegar seu diário digital para registrar suas observações, mas bateu o cotovelo sem querer no botão do "Modo Furtivo". A nave brilhou e desapareceu de qualquer possível radar no planeta abaixo.
Mesmo invisível para o mundo lá embaixo, Zog sentiu uma conexão curiosa com os habitantes daquela bolinha azul. Ele percebeu que, embora o universo fosse imenso e repleto de espaço vazio, também estava cheio de vida e luz nos cantos mais inesperados. Com um último olhar carinhoso para o belo planeta, Zog guiou a Stardust Scout de volta para as coordenadas de casa, com o coração cheio de novas histórias para contar.



