Leo olhou pela escotilha de observação em direção à superfície lunar. Era uma paisagem marcante e bela, cheia de crateras e poeira cinzenta. Ele estava a milhares de quilômetros de casa, morando na estação Lunar Gateway. Por muitos anos, ele sonhou com esse momento. Lembrou-se das longas horas de treinamento, dos exames difíceis e da água congelante dos tanques de flutuabilidade, onde praticava seus movimentos vestindo um traje pesado.
"Pronto para sua primeira caminhada espacial, Leo?", perguntou a capitã Sarah. A voz dela soou calma e firme pelo comunicador. Leo assentiu, mesmo sabendo que ela ainda não conseguia vê-lo. Ele foi até a área de equipamentos e começou a vestir seu traje de Atividade Extraveicular. O traje era volumoso e pesado na Terra, mas, na gravidade leve da estação, parecia uma segunda pele. Ele checou seus níveis de oxigênio e a conexão de comunicação. Tudo estava verde e pronto para a missão.
Quando a escotilha externa finalmente se abriu, o universo pareceu se estender para sempre. Leo sentiu uma pontada rápida de medo ao olhar para o abismo escuro e profundo entre ele e as estrelas. Segurou firme no corrimão com suas luvas pressurizadas. Então, olhou além da estação, em direção à Terra. Era um círculo azul brilhante e frágil, salpicado de nuvens brancas em espiral. Ele percebeu como sua missão era importante. Não estava ali apenas por si mesmo; estava ali por todos que haviam ficado em casa.
Leo se moveu pelo lado de fora da estação com muito cuidado e treino, com seu cabo de segurança preso e flutuando atrás dele. Usou suas ferramentas especiais para consertar um sensor que havia sido atingido por um pequeno pedaço de detrito espacial. O trabalho era lento e silencioso, mas ele sentiu uma paz que nunca havia experimentado antes. Quando finalmente terminou e olhou para o Sol distante, soube que não era mais apenas um novato em treinamento. Ele era um verdadeiro astronauta, um pioneiro à beira do horizonte prateado.



