Durante a Idade Média, por volta do século V ao século XV, os guerreiros mais famosos da Europa eram os cavaleiros medievais. Esses soldados altamente treinados cavalgavam e serviam a nobres senhores e reis. No entanto, ser um cavaleiro era muito mais do que apenas lutar. Era um estilo de vida definido pelo dever, por um treinamento intenso e por um código de conduta rigoroso.
A jornada para se tornar um cavaleiro começava logo na infância. Por volta dos sete anos de idade, o menino de família nobre deixava a própria casa para se tornar um pajem. Como pajem, ele vivia no castelo de outro senhor, onde aprendia boas maneiras, praticava montaria e treinava combate básico com armas de madeira. Aos quatorze anos, o jovem passava a ser um escudeiro. O escudeiro era o assistente pessoal de um cavaleiro em atividade. Ele cuidava dos cavalos do cavaleiro, polia a pesada armadura e até o acompanhava nas batalhas para ajudá-lo. Se o escudeiro demonstrasse coragem e lealdade, era sagrado cavaleiro por volta dos vinte e um anos de idade em uma cerimônia solene e especial.
Os cavaleiros eram famosos por seus incríveis trajes de proteção. No início, usavam cota de malha, uma armadura flexível feita de milhares de pequenos anéis de metal entrelaçados. Mais tarde, passaram a usar armaduras completas de placas de aço que podiam pesar até sessenta libras (cerca de 27 quilos)! Para praticar suas habilidades de combate em tempos de paz, os cavaleiros participavam de torneios. O evento mais popular era a justa, na qual dois cavaleiros com armadura e a cavalo investiam um contra o outro usando longas lanças de madeira, tentando derrubar o oponente da montaria.
Sob um código de honra chamado cavalaria, os cavaleiros prometiam proteger os fracos, dizer a verdade e defender seus governantes. Embora a era dos cavaleiros tenha terminado centenas de anos atrás, quando as tecnologias de batalha mudaram, suas histórias de coragem e honra ainda encantam a nossa imaginação até hoje.

