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O Descanso dos Viajantes Alados

PicoBuddy5º anoFicção4 min de leitura
Ilustração de O Descanso dos Viajantes Alados

Lily sentou-se nos degraus de madeira da varanda, observando o vasto céu de outono. Todo mês de outubro, seu quintal no sul do Texas se transformava em uma parada crucial para alguns dos viajantes mais espetaculares do planeta: as borboletas-monarca. Durante semanas, Lily e seu avô, a quem chamava carinhosamente de Abuelo, haviam se preparado para aquele momento. Eles tinham plantado asclépia de flores alaranjadas e ásteres roxos cheios de néctar, criando um pequeno e acolhedor refúgio para os insetos cansados.

— Você acha que elas chegam hoje, Abuelo? — perguntou Lily, puxando o casaco de lã para mais perto do corpo. A brisa da manhã trazia um ar fresco e novo, avisando que o inverno se aproximava lentamente do sul.

O avô saiu para a varanda trazendo duas canecas de suco de maçã quente. Entregou uma para Lily e sorriu:

— Paciência, mi estrella. A migração não é uma corrida; é uma delicada jornada de sobrevivência. Essas criaturas minúsculas viajam milhares de quilômetros do Canadá e do norte dos Estados Unidos até as florestas de abeto oyamel no centro do México. Elas precisam esperar pelos ventos do norte ideais para poder planar, poupando sua preciosa energia.

Como se respondesse ao chamado, um pequeno ponto laranja surgiu sobre a cerca de madeira. Logo veio outro, e depois mais três. Em poucos minutos, o quintal se transformou em uma nuvem rodopiante de cores laranja e preta. As monarcas dançavam no ar fresco, e suas asas brilhavam sob a luz da tarde como pedacinhos de vitral colorido.

Lily prendeu a respiração, imóvel, com medo de assustá-las. Uma borboleta especialmente grande pousou com suavidade em uma flor a poucos centímetros de suas botas. A menina observou as nervuras pretas detalhadas em suas asas e suas antenas delgadas se movendo enquanto bebia avidamente o néctar doce.

— É difícil acreditar que algo tão frágil consiga viajar para tão longe — sussurrou Lily, maravilhada com a beleza delicada daquele inseto. — Parece que uma simples lufada de vento forte poderia levá-las embora.

— Elas são muito mais resistentes do que parecem — respondeu o avô, sentando-se ao lado dela. — Enfrentam chuva, desviam de rodovias gigantescas e fogem de predadores. Mas o que é ainda mais incrível é que essa borboleta em particular nunca esteve no México antes.

Lily olhou para ele, franzindo a testa com curiosidade:

— Como isso é possível?

— As monarcas que voam para o sul no outono pertencem a uma geração especial, frequentemente chamada de supergeração — explicou o avô. — Elas chegam a viver até oito meses, ao contrário das borboletas de verão, que vivem apenas algumas semanas. Essas viajantes são as tataranetas daquelas que saíram do México na primavera. Nenhuma borboleta faz a viagem inteira de ida e volta.

Lily voltou a fitar a borboleta perto de seus pés:

— Então, como elas encontram o caminho para uma floresta que nunca viram?

— Cientistas acreditam que elas utilizam uma combinação da posição do sol e do campo magnético da Terra para navegar — disse o avô, apontando para o alto. — Trata-se de um instinto ancestral passado de geração para geração. Elas são guiadas por um mapa invisível.

No fim da tarde, as monarcas começaram a se reunir, aglomerando-se firmemente nos galhos do velho carvalho. Em pouco tempo, a árvore parecia coberta de folhas douradas de outono. Lily sabia que esse comportamento em grupo ajudava as borboletas a manterem o calor quando a temperatura caía.

Ela sentiu um imenso orgulho ao contemplar aquela árvore cheia de vida. Ao cultivar aquele pequeno jardim, ela e o avô estavam garantindo que aquelas viajantes incríveis tivessem forças para concluir sua épica migração. No dia seguinte, os ventos mudariam de direção e as monarcas levantariam voo novamente. Mas, por enquanto, elas tinham um refúgio seguro para descansar.

Glossário
migração:
Deslocamento periódico de animais de uma região para outra em busca de clima favorável, abrigo ou alimento.
refúgio:
Local seguro que oferece proteção, descanso e tranquilidade contra perigos ou condições difíceis.
néctar:
Líquido adocicado produzido pelas flores que serve como alimento rico em energia para muitos insetos.
instinto:
Comportamento natural e inato dos seres vivos, que não depende de aprendizado prévio para acontecer.
predadores:
Animais que caçam e se alimentam de outros seres vivos para sobreviver no ambiente natural.
supergeração:
Grupo especial de borboletas-monarca de outono com expectativa de vida muito maior, capaz de realizar a longa jornada migratória.
nervuras:
Linhas estruturais e finas presentes nas asas dos insetos ou folhas de plantas que ajudam na sustentação.
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Sobre este texto de ficção para o 5º ano

“O Descanso dos Viajantes Alados” é um texto de ficção sobre Monarch Migration, escrito para o 5º ano. A leitura leva cerca de 4 minutos (636 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.

Este texto é gratuito?

Sim. Você pode ler “O Descanso dos Viajantes Alados” gratuitamente online e baixar uma atividade em PDF com perguntas de compreensão e gabarito.

Para qual ano escolar é “O Descanso dos Viajantes Alados”?

O texto foi escrito para o 5º ano: um texto de ficção sobre Monarch Migration, com leitura de aproximadamente 4 minutos (636 palavras).

O que acompanha este texto?

Um texto ilustrado, um glossário de termos importantes, perguntas de compreensão com gabarito e um quiz interativo.

Posso adaptar o texto para meus alunos?

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