O Mistério do Sumiço da Mamãe Coruja


No alto do carvalho mais antigo da floresta, escondidos dentro de um oco aconchegante, viviam três pequenos filhotes de coruja: Pip, Squeak e Hoot. Eles eram fofos e cobertos de penugem macia, com olhos grandes e curiosos que estavam apenas começando a explorar o mundo ao redor. Todas as noites, a Mamãe Coruja trazia petiscos deliciosos e contava histórias fascinantes sobre a floresta sob o luar brilhante. A presença protetora dela era tão reconfortante quanto as penas quentes que forravam o ninho.
Certa manhã, enquanto os primeiros raios dourados de sol começavam a filtrar pelas folhas, Pip esticou sua pequena asa. Ele piscou devagar, esperando encontrar o olhar vigilante da mãe, mas o poleiro habitual dela estava completamente vazio. Logo, Squeak e Hoot também começaram a se mexer, soltando pequenos pios. Um silêncio estranho tomou conta do ninho. A Mamãe Coruja, que costumava ser a primeira a saudar o amanhecer após uma longa noite de caça, não estava em lugar nenhum.
— Mamãe? — chamou Pip baixinho, com a voz um pouco trêmula de preocupação.
Squeak bateu as asas com nervosismo, olhando em volta pelo tronco oco. Hoot, que costumava ser o mais brincalhão dos três, permaneceu imóvel, com a cabeça inclinada para o lado. Os três filhotes trocaram olhares aflitos. Aquilo nunca havia acontecido antes, pois sempre acordavam com o suave sussurro das asas da mãe ou com o aroma de uma refeição fresca.
Eles esperaram com paciência, mas cada minuto parecia durar horas. Pip, por ser o irmão mais velho, achou que eles não deviam ficar apenas parados lamentando. Decidiu que precisavam fazer algo.
— Talvez ela esteja bem perto, colhendo alguma coisa saborosa — sugeriu Pip, tentando parecer corajoso para acalmar os irmãos.
Com cautela, eles espiaram para fora da abertura do tronco. A floresta inteira já despertava: passarinhos cantavam nas copas e as folhas dançavam ao vento fresco matinal, mas não havia nenhum sinal da mãe.
De repente, um movimento rápido chamou a atenção de Pip. Lá embaixo, perto das raízes da árvore gigante, um besouro brilhante corria pelo chão. Quase no mesmo instante, uma silhueta graciosa desceu suavemente do céu. Era a Mamãe Coruja! Em suas garras afiadas, ela segurava com firmeza uma presa suculenta para alimentar a ninhada. Ela pousou com um baque suave e um olhar orgulhoso.
— Bom dia, meus pequenos! — piou ela, com uma voz calorosa e carinhosa. — Desculpem a demora; encontrei o café da manhã perfeito para nós!
Os filhotes soltaram um suspiro coletivo de alívio e correram para se aninhar sob as penas macias da mãe. Naquela manhã ensolarada, eles aprenderam que até as corujas mais dedicadas podem se atrasar quando procuram a melhor refeição, e que esperar, muitas vezes, é a parte mais difícil.
- oco:
- Cavidade ou espaço vazio que se forma naturalmente no tronco de árvores antigas.
- aconchegante:
- Lugar que transmite conforto, segurança e sensação agradável de acolhimento.
- poleiro:
- Lugar elevado, como um galho ou trave, onde as aves pousam para descansar ou vigiar.
- aflitos:
- Sentimento de inquietação profunda, angústia ou preocupação intensa com algo.
- graciosa:
- Que se move de forma elegante, suave, delicada e harmoniosa.
- garras:
- Unhas curvadas, fortes e pontiagudas de aves de rapina usadas para agarrar presas.
Você também pode gostar
Sobre este texto de ficção para o 5º ano
“O Mistério do Sumiço da Mamãe Coruja” é um texto de ficção sobre Família de Corujas, escrito para o 5º ano. A leitura leva cerca de 3 minutos (458 palavras). O texto inclui um quiz interativo e uma atividade para imprimir com perguntas de compreensão e gabarito.


