Barnaby era um golden retriever com orelhas caídas como panquecas e um rabo que parecia nunca parar de abanar. Ele morava em uma fazenda onde a grama crescia alta e o ar sempre cheirava a trevo-doce. Na maioria das tardes, Barnaby tirava uma soneca na sombra de um carvalho gigante, mas hoje, uma visitinha minúscula tinha outros planos para ele.
Uma borboleta amarelo-brilhante, que Barnaby achou parecer um pedacinho de luz solar dançando, pousou bem na ponta do seu focinho molhado. Barnaby ficou vesgo enquanto tentava olhar bem de perto para a criaturinha. Com um bater de asas repentino, a borboleta levantou voo, indo em direção ao descampado. Barnaby soltou um ganido alegre e se levantou depressa, suas patas batendo contra a terra macia enquanto começava a perseguição.
Eles passaram por cima de troncos e por baixo de galhos baixos. A borboleta subia e descia, fazendo ziguezagues no ar com uma graça sem esforço. Barnaby a seguia o melhor que podia, com a língua a pender para o lado da boca. Toda vez que achava que estava perto o bastante para cheirar sua nova amiga, a borboleta subia em espiral em direção às nuvens, deixando Barnaby latindo para o céu. Não era uma caçada; era uma brincadeira, e os dois pareciam se divertir com o ritmo daquela tarde.
Por fim, a borboleta guiou Barnaby até um canteiro escondido de lavanda silvestre. Exausto e ofegante, o cachorro se jogou no meio das flores roxas, cujo aroma subia ao seu redor como um perfume. Ele observou a borboleta dar uma última volta em torno de sua cabeça antes de pousar suavemente em uma pétala ali perto. Barnaby não tentou latir nem pular dessa vez. Em vez disso, ele apenas admirou as asinhas se abrindo e fechando devagar. Ele percebeu que, às vezes, a melhor parte de uma perseguição não é pegar o que você está seguindo, mas ver aonde isso leva você. Na tranquilidade do campo, o cachorro e a borboleta compartilharam um momento de paz sob o sol quente da tarde.



