Garra-Veloz movia-se pelas samambaias como uma sombra. A selva do Cretáceo estava densa de umidade e cheia do zumbido constante de insetos. Suas penas, uma mistura de marrom-terra e verde-floresta, misturavam-se perfeitamente com as árvores antigas. Ele era um velociraptor, um dinossauro feito para a velocidade e a estratégia. Diferente do gigantesco tiranossauro rex, que dependia apenas da força bruta, Garra-Veloz usava sua inteligência afiada e suas garras curvas para encontrar comida.
Ele parou e inclinou a cabeça para ouvir o farfalhar suave das folhas. Seus olhos grandes e espertos examinaram o chão da floresta com precisão. Ali, perto de um tronco apodrecido, um pequeno mamífero pré-histórico de pelo fofo estava ocupado procurando sementes. Garra-Veloz ficou totalmente imóvel, com a cauda comprida esticada em linha reta para equilibrar o corpo enquanto se agachava perto do chão. Ele sabia que um único movimento errado alertaria a presa e acabaria com a caçada antes mesmo de começar.
O coração do velociraptor bateu acelerado quando ele começou a rastejar para a frente. Ele era um predador de emboscada, mestre do ataque surpresa. Toda vez que o pequeno mamífero olhava para cima, Garra-Veloz congelava, ficando imóvel como uma estátua. Ele era paciente e só se movia quando o vento soprava pelas árvores para abafar o som de seus passos. A distância entre eles foi diminuindo: três metros, um metro e meio, depois apenas um metro.
Com uma explosão repentina de energia, Garra-Veloz saltou. Ele usou suas patas traseiras poderosas para se lançar pelo ar. As garras em forma de foice dos dedos dos pés estavam prontas para agir. O bichinho tentou correr para uma toca, mas o raptor era rápido demais. Num piscar de olhos, a caçada havia terminado. Garra-Veloz ficou ereto, soltando um chilreado baixo de triunfo. Ele havia provado mais uma vez que, no mundo pré-histórico, ser o mais esperto e o mais veloz era tão importante quanto ser o maior.



