Imagine uma criatura do tamanho de um peru grande, coberta de penas macias e com uma garra afiada e curva em cada pata. Essa criatura não saiu de um conto de fadas; é o Velociraptor, um dos dinossauros mais famosos que já pisaram na Terra. Embora muitas pessoas reconheçam esse nome por causa de filmes famosos, os Velociraptores reais eram bem diferentes das versões do cinema.
Os Velociraptores viveram cerca de 75 a 71 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo Superior. Eles eram muito menores do que a maioria das pessoas pensa: tinham apenas cerca de sessenta centímetros de altura e pesavam por volta de 14 quilos. No entanto, o que lhes faltava em tamanho, sobrava em agilidade e armas especiais. Sua característica mais marcante era uma garra em forma de foice no segundo dedo de cada pata traseira. Os cientistas acreditam que eles usavam essas garras afiadas para agarrar e imobilizar suas presas enquanto caçavam.
Uma das maiores descobertas dos últimos anos revelou que os Velociraptores tinham penas. Fósseis encontrados na Mongólia mostram marcas de fixação de penas nos ossos dos braços, que são os mesmos pontos onde as penas das aves modernas se prendem. Mesmo com penas, eles não conseguiam voar. Em vez disso, essas penas provavelmente ajudavam a regular a temperatura do corpo ou a manter o equilíbrio enquanto corriam em alta velocidade. Essas características indicam que os dinossauros e as aves de hoje têm um parentesco muito próximo.
Esses dinossauros também eram muito espertos quando comparados a outros de sua época. Eles tinham cérebros grandes em proporção ao corpo e uma visão excelente, o que ajudava na caça em ambientes secos e arenosos. Essa região hoje faz parte do Deserto de Gobi, na Ásia Central. Um fóssil muito famoso mostra até mesmo um Velociraptor e um herbívoro Protoceratops travando uma luta, congelados no tempo por uma tempestade de areia repentina. Esse achado raro prova como esses predadores interagiam com outros animais em seu mundo pré-histórico.
Hoje, continuamos descobrindo novidades sobre esses incríveis "ladrões velozes". Ao estudar seus ossos e as pistas deixadas na Terra, os paleontólogos nos ajudam a ter uma imagem mais precisa desse predador emplumado, que era tão fascinante quanto perigoso.



